Búzios
O jogo de búzios (èrindinlógun) é uma das artes
divinatórias das Religiões Afro-brasileiras, que consiste no arremesso de um
conjunto de 16 búzios sobre uma mesa previamente preparada, e na análise da
configuração que os búzios adoptam ao cair sobre ela. O adivinho, antes reza e
saúda todos os Orixás e durante os arremessos, conversa com as divindades e
faz-lhes perguntas. Considera-se que as divindades afectam o modo como os
búzios se espalham pela mesa, dando assim as respostas às dúvidas que lhes são
colocadas.
No Brasil os búzios (conchas pequenas de praia), (cawris na
África eram usados como dinheiro, foi moeda corrente) são usados pelos
Babalorixás e Iyalorixás para comunicação com os Orixás, como adorno em roupas
dos Orixás e para confecção de alguns fio-de-contas. Também é usado em outras
religiões afro-descendentes em vários países.
Merindinlogun é um dos muitos métodos
divinatórios utilizado pelos Babalawos, Babalorixás e Iyalorixás que conta com
16 búzios. É um método diferente do jogo de búzios, pois nele ocorre a
interpretação das caídas dos búzios de acordo com a mitologia iorubá.
No merindilogun, as caídas são dadas conforme a quantidade de búzios
abertos e fechados resultante de cada arremesso. Para cada quantidade de búzios
abertos e fechados, corresponde um Odù e como ocorre no Opele-Ifá, esse odù
deve ser interpretado, transmitindo-se ao consulente tanto o significado da
caída, quanto o que deve ser feito para solucionar o problema.
Cada odù indica diversas passagens da mitologia iorubá.
Odu é um conceito do orixa.
No sistema Ifá, que é o sistema de adicinhação iorubá, os 16 odus são os
caminhos da vida. Cada pessoa tem o seu odu.